Nazaré

A comunidade de Nazaré, assim como São Carlos e Cuniã,  está localizada na margem esquerda de quem navega o rio Madeira de Porto Velho (RO)  para Humaitá (AM), estando a cerca de 200 quilômetros do de Porto Velho rio Madeira abaixo (jusante). Pode ser acessada em aproximadamente 7 horas de viagem por meio de barcos comerciais (barcos típicos da região Norte) ou 4 horas de voadeira (lancha com motor de 40HP).

Assim como as demais comunidade do Madeira, Nazaré é formada por descendentes de seringueiros nordestinos e de índios que ocupavam a região, tendo hoje cerca de 500 moradores. A comunidade é hoje sede do Distrito de Porto Velho, contando com um administrador local indicado pelo Prefeito, responsável pela gestão pública de Nazaré e das outras comunidades que pertencem ao Distrito.  A comunidade conta também com uma associação, chamada Associação dos Produtores, Moradores e Amigos de Nazaré (AMPAN), constituída por cerca de 200 associados.

A comunidade conta com geração e distribuição pública de energia durante todo o dia, sendo que grande parte das casas possuem televisão com recepção via antena parabólica, rádios, DVDs e algumas famílias possuem computadores. A maioria das casas é feita em Madeira com telhas de fibrocimento, e algumas são construídas em alvenaria ou misturando madeira e alvenaria. Recentemente, linhas telefônicas particulares passaram a ser instaladas nas casas, sendo que atualmente boa parte das casas já contam com essa tecnologia.

O posto de saúde comunitário está instalado em um prédio de alvenaria que mede cerca de 80 m2 e que apresenta condições razoáveis se comparadas às dos demais postos da região. O posto conta com uma equipe fixa, mantida pela Secretaria de Saúde de Porto Velho e composta por 1 técnico de enfermagem, 1 microscopista, 1 agente comunitário de saúde, 2 agentes de endemia e 1 motorista da “ambulancha” (embarcação disponibilizada pelo Governo do Estado para transportar efermos em emergências), além de dois funcionários responsáveis pela limpeza e 1 que trabalha no setor administrativo. A Secretaria Municipal de Saúde mantém o posto abastecido com preservativos, cloro para o tratamento da água e medicamentos básicos. Uma equipe do Programa de Saúde da Família visita a comunidade três vezes por mês.

Um grande desafio da comunidade corresponde ao abastecimento de água. Isso porque a comunidade se encontra em um local de difícil acesso aos poços artesianos profundos. Como os poços menos profundos contém uma quantidade de água relativamente pequena para abastecer a comunidade, eles acabaram secando rapidamente. Assim, a água consumida atualmente na comunidade é captada diretamente do igarapé da comunidade por meio de bombas elétricas, mecânicas ou manualmente. A má qualidade da água gerava muitos problemas de saúde na comunidade, especialmente na época em que o nível das águas começam a subir (setembro – outubro) e na que o nível da água começa a descer (abril – maio). Buscando contribuir para a solução desse problema, o NAPRA e os moradores da comunidade instalaram um filtro lento comunitário, que possibilitou a melhoria da qualidade da água consumida.